sábado, 26 de dezembro de 2009
Falta
Já tentei relevar tudo aquilo que me faz pensar que tenho algum tipo de sentimento por você. O que me vem em mente, é que nada passa de comodidade, a falta de ter aquilo que não me pertence mais, na verdade, nunca me pertenceu. Sim, eu sinto falta... do cheiro, do corpo, dos risos fáceis e dos olhos mais belos que já contemplei. A futilidade dos meus desejos me surpreende, eu deixei meus sentidos me dominarem por muito tempo, e você supria todos eles muito bem, obrigada. Mas se dizem que as vezes só o amor, não é suficiente, me pergunto qual o fundamento da minha saudade, se nem mesmo o amor permeava entre nós.
Persona
Não me tens afeição descarada
Desprovida de sinceridade
Mas despeja palavras simplórias
Que de ti, emanam verdade
Não se exibe como alma lustrosa
De frívolo encanto
Mas revela versos secos
Que me intrigam tanto
Não se entrega ao deleite óbvio
Humor por vezes ultrapassado
Mas seu apreço vagaroso
É gentilmente demonstrado
Se a indiferença rege seus sonhos
Pretenção minha querer saber
Mas tão vívida se mostra sua dor
Que indiferente não eis de ser
Desprovida de sinceridade
Mas despeja palavras simplórias
Que de ti, emanam verdade
Não se exibe como alma lustrosa
De frívolo encanto
Mas revela versos secos
Que me intrigam tanto
Não se entrega ao deleite óbvio
Humor por vezes ultrapassado
Mas seu apreço vagaroso
É gentilmente demonstrado
Se a indiferença rege seus sonhos
Pretenção minha querer saber
Mas tão vívida se mostra sua dor
Que indiferente não eis de ser
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Hoje tu caga sangue vagabunda

Reverenciarei está noite como minha metralhadora de satisfação,
Com maestria prepararei o chá, darei a ela o deleite de Matte Leão
Coloque 2 colheres cheias de matte numa panela,
Com água fervendo e com açúcar a gosto jogue na cara dela,
Todos os dias, todos os malditos dias ela dizia que eu era inútil,
Incapaz de acompanhar seu colossal pensamento fútil,
Ela sempre dizia que eu não era homem, agora farei jus à declaração.
E lhe açoitarei o abdômen,
Idolatrarei está noite como minha metralhadora de satisfação,
Com maestria prepararei o chá, darei a ela o deleite de Matte Leão
O chá eu adociquei com a sua quantidade preferida,
Agora você geme de dor como todas os dias que gemia
Em alheias distintas picas,
Ao ejacular a erva fervescente eu estraguei tudo,
O chá perde seu aroma dando a seu rosto um apático rumo.
Siroco

Há hemorragia em tuas palavras,
Há um enredo morto em tua condição de vida,
Suplicio, esguicho de rubi em calda,
Ausência, a falta da empoeirada exatidão,
Há só uma adição de zeros em teu dossiê,
Rascunhos de hiperbóreos, imaculados são
os olhos de quem viveu tentando morrer.
nossa condição, meramente uma adição de nada,
um ônus de nada
Eis que me ergo dentre os sucumbidos antagonistas
Dentre as promessas estupradas e esperanças cancerígenas!
Fastidiosa, maçante condição de vida,
uma perspectiva de nada,
uma gloria de nada
um ônus de nada
suplicio, esguicho de rubi em calda
Punhos em riste, minha barricada.
Verônica quer brincar de pula pirata

Verônica, seios cálidos imaculados e latejantes,
Brinca de pula pirata com a prima, lésbicas coadjuvantes
Gostava de pinto agora é cult caminhão
É designe, fotografa, ao tango dos grelos ela da vazão,
Abre as pernas meu amor, nossa que couve flor,
Vamos brincar de pula pirata
Os dedos permeiam a aranha assada
Solfeja bem soantes palavras de tesão
Quero que vosso cu pegue fogo cult caminhão
Comprei tênis novo
Deixei meu pênis roxo de tanto cogitar em lhe comer
Virei hype, cult, vintage ate lhe desenhei, cansei, vai te fuder.
Puta, meretriz, marafona, cortesã, mulher da vida, decaída,
Sonhei com você acordei encharcado na manhã
No alvorecer passa aqui em casa
Vou pegar minha espingarda vou fazer um buraco na
Tua barriga e encher de rato a tua ferida,
Faço questão de ter sob sentinela os teus olhos,
Irei fotografar cada cena lhe dando um bom portfolio,
Agora tua prima terá mais buracos para enfiar os dedos,
Tammy Gretchen do caralho, moribunda sem enredo.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Dualidade
Tu és meu nunca
Inalcansável prelúdio
De maliciosas vontades
A dualidade perversa
De amargas verdades
Tu és meu sempre
Em pensamentos latentes
O que há de mais belo
O que arde veemente
Assim me perco em incontáveis versos
Nobre intenção de te descrever
Mas nunca ei de escutar
O que de mim queres dizer
Inalcansável prelúdio
De maliciosas vontades
A dualidade perversa
De amargas verdades
Tu és meu sempre
Em pensamentos latentes
O que há de mais belo
O que arde veemente
Assim me perco em incontáveis versos
Nobre intenção de te descrever
Mas nunca ei de escutar
O que de mim queres dizer
...So let the chaos begin.
Eis que ponho minha mente caótica para funcionar, no entanto, não me encontro sozinha. Trago amenidades, intensos temores, alguns amores, e tudo o que for dito não terá sentido algum, isso por um simples motivo: é mais fácil. Sempre buscando perder a razão, que nunca foi encontrada, vou descrever tudo e todos usando o lado mais sádico, pervertido, pessimista, e porque não, romântico da minha, e também da sua cabecinha. Mas claro, tudo sem nenhuma pretensão de provar, julgar, ou criar razões, afinal de contas, a razão não é bem-vinda aqui.
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