sábado, 20 de fevereiro de 2010

Prometheus



Malquistes, usurpando aos tropeços
o orgulho que hora permeia nos tecidos da morte,
vosso, nosso corte desferem palavras metralhadas,
proferidas como pedradas no testículo da ignorancia
bruto e dedicado, cruel e generoso, compreensivo e impiedoso,
para tua personalidade estas são as minhas balas,
estas são as minhas armas,
carregadas, defenestradas direto no teu crivo industrializado
imantado sob atos benevolentes.
Tuas lagrimas não irão me parar agora,
Tuas lagrimas não irão me parar agora.

E assim, sigo minha vida

De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada
são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem!

(autor desconhecido)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Intocável

Pois bem, permitam-me contar-lhes sobre como aprendi a amar, ou melhor, como eu descobri o amor, não da melhor forma, mas da maneira mais intensa.

A distância nunca me impediu de senti-la, de imaginá-la ao meu lado a todo instante, de criar uma vida inteira ao lado dela... fictícia, porém feliz, um dos pensamentos mais felizes que já tive. E eu deixei tudo fluir, entreguei a minha sanidade juntamente com meu coração para esse turbilhão de sensações, do júbilo ao desespero, do amor ao "quase ódio", por que nunca fui capaz de odiar quem me fazia tão bem, quem me acalentava e me repreendia nos momentos certos, quem me ensinou que, as vezes, amar não é o suficiente. Confesso que agora  vejo com clareza alguns exageros da minha parte, mas que na hora em que me expressei, pareceram tão sutis perto do que realmente se passava dentro da minha mente. Tudo parecia extremo, palpável, muito bom para ser real, e muito triste para o irreal, então eu vivia em uma espécie de limbo, nem cá nem lá, eu adorava amá-la, mas a dor da incapacidade era igualmente insuportável.

Enfim, disse o que me veio em mente, nem me interesso pelo nexo dos fatos, pois nem tudo são fatos por aqui. Eu amei, e sofri, por uma pessoa, por uma mulher, linda de diversas maneiras, que ama muitas outras pessoas, e que me ama também, da maneira dela, e essa pessoa tão real e palpável, infelizmente nunca esteve ao alcance das minhas mãos, mas sempre terá meu coração, à minha maneira <3
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... e segue o vazio