Pois bem, permitam-me contar-lhes sobre como aprendi a amar, ou melhor, como eu descobri o amor, não da melhor forma, mas da maneira mais intensa.
A distância nunca me impediu de senti-la, de imaginá-la ao meu lado a todo instante, de criar uma vida inteira ao lado dela... fictícia, porém feliz, um dos pensamentos mais felizes que já tive. E eu deixei tudo fluir, entreguei a minha sanidade juntamente com meu coração para esse turbilhão de sensações, do júbilo ao desespero, do amor ao "quase ódio", por que nunca fui capaz de odiar quem me fazia tão bem, quem me acalentava e me repreendia nos momentos certos, quem me ensinou que, as vezes, amar não é o suficiente. Confesso que agora vejo com clareza alguns exageros da minha parte, mas que na hora em que me expressei, pareceram tão sutis perto do que realmente se passava dentro da minha mente. Tudo parecia extremo, palpável, muito bom para ser real, e muito triste para o irreal, então eu vivia em uma espécie de limbo, nem cá nem lá, eu adorava amá-la, mas a dor da incapacidade era igualmente insuportável.
Enfim, disse o que me veio em mente, nem me interesso pelo nexo dos fatos, pois nem tudo são fatos por aqui. Eu amei, e sofri, por uma pessoa, por uma mulher, linda de diversas maneiras, que ama muitas outras pessoas, e que me ama também, da maneira dela, e essa pessoa tão real e palpável, infelizmente nunca esteve ao alcance das minhas mãos, mas sempre terá meu coração, à minha maneira <3
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
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