quarta-feira, 5 de maio de 2010

Diálogo

-Sinto frio.
-Está fazendo 28 graus na sombra hoje, como você está com frio?
-Meu sol se foi.
-E se eu te disser que seu sol está dentro de você?
-Se o que você diz é verdade, então por que ele não está me aquecendo?
-Você tem que deixá-lo te aquecer, caso contrário continuará com frio.
-Não sei como fazer isso, ou então já não me lembro como.
-Acredite que o frio está passando, assim seu sol brilhará com mais força.
-Como você pode ter tanta certeza?
-Eu acredito que você não quer sentir frio. Estou certo?
-Sim, está.
-Agora, só falta você acreditar que não quer mais sentir frio.



Acredite em si mesmo
Acredite nos seus sonhos

Vida em cores, again

sábado, 24 de abril de 2010

Singela Instrução


E se disser que admiro, minto. E se disser que abomino, em partes, duvido. E aquele crivo após o beijo? Que amarga o lembrar da falta que me faz quando você foge dos meus lábios, que adoça o desprezo que sinto por tudo que dizes dígno. Tudo por um aperto no peito, do gostar e não gostar, por mentir mas não magoar, ao contrário da sua verdade  mal formada, sínica. Lasciva, de vários humores, pelo menos mostra-me repentina inspiração, me guia no divertido ato de descrever tamanha abominação, que me atrai com curvas e me afasta com palavras. Meu maior prazer é zombar-te entre tragos, sabendo da incapacibilidade da sua compreensão.E se por um segundo, pensar que são para você tais desaforos, não sinta nada, pois és peça fundamental na compreensão do meu tudo, mas não passará disso jamais.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

Ponto de vista

Cada pessoa nesse mundo tem sua fonte preferida de diversão, e a minha, sem sombra de dúvidas, são as próprias pessoas. Analisar, criticar, entender, compreender, julgar, pensar. O comportamento alheio, e o meu próprio, muito me fascinam. Acima de tudo, a melhor parte de se interessar e reparar no comportamento dos outros, é ver o nível deplóravel que determinados indivíduos conseguem alcançar. Sim, sou sádico em excesso na maioria das vezes (até mesmo comigo), acho que não cheguei a entrar na fila da compaixão. Hipocrisia, ausência de auto estima e amor próprio, exposição excessiva, fofocas e muitas outras coisas. Não digo que nunca passei por tais coisas, porém tenho um senso de auto crítica que me impressiona, já cheguei em estados ridículos em minha existência, mas consegui sair deles, nem sempre bem, mas sempre com a cabeça erguida. Uma vez, conversando com uma amiga minha, eu a disse que um dos meus grandes defeitos é meu senso de superioridade, ela me respondeu dizendo que isso, em parte, poderia ser um defeito, mas que sem dúvida era mais uma qualidade, pois me permite me colocar acima de tudo, e ver com mais clareza as coisas ao meu redor. Hoje considero que as pessoas deviam exercitar seu senso de superioridade, ou até mesmo cria-lo.
Em suma, pessoas deviam se amar mais, se respeitar mais e preocupar mais com suas vidas.

Eu me amo, bjs

terça-feira, 13 de abril de 2010

Agradecimentos II

E claro, eu não poderia deixar de agradecer, aos meus ditos, porém não declarados, "inimigos".
Obrigado por tornarem minha vida mais divertida!!

Agradecimentos

Agradeço a meus pais, por me darem apoio e amor incondicional (o que hoje em dia eu faço questão de retribuir em todos os momentos que posso), e por continuarem pegando no meu pé sempre que preciso.
Agradeço as minhas sinceras amigas, Andréia e Thay, por terem me escutado e me apoiado nos momentos de dúvida, raiva e tristeza, por terem me xingado quando precisei, por terem me feito enxergar o quanto eu estava desperdiçando minha vida, e principalmente, por estarem sempre ao meu lado, me proporcionando momentos ótimos. Amo vocês mais do que posso expressar.
E por fim, agradeço a Deus, por ainda me dar chances, mesmo após tantos erros (é Thay, você me fez acreditar que Deus existe, rs).


OBRIGADO!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ícaro



Penagens de cera derretendo ao arranha-céu
eu caio em mim e és tu que
surgis da lama feito a noiva e véu
todavia um lírio de plastico quebrado feito vidro
me acovardo nesse limbo de fios ruivos
quase que aquarelado, reluzes de devaneios por Alex Ross
é só o soneto sujo e confortável, um lençol feito por tua voz
tens tudo de mim e nem ao menos existe,
são notas perdendo o vibrato de um violão mal desenhado,
que sejas o traço imundo posto a exílio desse “papel” enrugado,
umedecido e salgado por uma (c)retina aos farelos,
de mãos rendidas me firmo nesse pêndulo e toda essa porra sempre tão clichê...

sábado, 6 de março de 2010

A merda bateu no ventilador


Não lhe culpo pelo fato de ter sido gerada,
Cagar todos cagam é normal,
Achava que inexistia a possibilidade do parto anal
Ate lhe ver respirar,
A merda foi feita, você nasceu,
Ausente destreza compensada com uma pseudo arrogância
Maquiando a insegurança corrosiva de você,
Pin-up, oldschool, straight edge, não sei qual modernismo excêntrico
Mais fede,

Odeia rótulos mais é um código de barra humano,
Para quem antes almejava estar na capa da caprixo
Você tem um ótimo pseudônimo, “fashion moshpit o seu
Sangue esguicho”

Imagino o sofrimento de um bolo fecal partilhando
Seu espaço com uma das precursoras do parto anal,
“olhe me com minha blusinha da drop dead”
Escrevo no peito nomes de bandas e a foto mando via internet,
Ai eu sou tão blasé, nickname violence codinome “o que sei
é meter”.

terça-feira, 2 de março de 2010

Duffy - Stepping Stone



I'll be better way back Eu ficaria melhor lá trás
Way back when Na época quando
I said i never wanna see Eu disse que nunca mais queria
Your face again Te ver de novo
Cause you were loving yes Porque você estava amando, sim
Your loving somebody else Você estava amando outra pessoa
And i knew oh yes i knew E eu sabia, oh sim, eu sabia
I couldn't control myself que eu não conseguiria me controlar.
And now they bring you back E agora eles te trazem de volta
Into my life again pra minha vida de novo
And so i put on a face Então eu faço uma cara
Just like your friends Igual a dos seus amigos
But i think you know Mas eu acho que você sabe
Oh, yes oh sim,
You know whats going on você sabe o que se passa.
Cause the feelings in me Porquê os sentimentos
Oh, yes oh sim,
In me are dentro de mim
Burning strong Queimam forte.


But I will never be Mas eu jamais serei
Your stepping stone Sua pedra de apoio
Take it all Aceite tudo
Or leave me alone Ou me deixe em paz.
I will never be Eu nunca serei
Your stepping stone Sua pedra de apoio
I'm standing upright Eu estou de pé
On my own Sozinho.


You still call me up Você ainda me liga
From time to time De tempos em tempos
And it would be E seria tão
So hard for me difícil pra mim
Not to cross the line Não passar do limite.
The words of love As palavras de amor
Lie on my lips Beiram meus lábios
Just like a curse Como uma maldição.


And i knew oh E eu sabia, oh
Yes i knew Sim eu sabia
They'd only make Que isso só iria
It worse piorar as coisas
And now you E agora você
Have the nerve tem a coragem
To play along De entrar no jogo
Just like Assim como
The mistro beats As batidas mistro
In your song Na sua canção
You got your kicks you Você se diverte
Get your kicks Se diverte
From playing me Brincando comigo
And the less you give E quanto menos você dá
The more Mais
I want so foolishly Eu quero tão tolamente


No i will never be Não, eu jamais serei
Your stepping stone Sua pedra de apoio
Take it all Aceite tudo
Or leave me alone Ou me deixe em paz.
I will never be Eu nunca serei
Your stepping stone Sua pedra de apoio
I'm standing Eu estou de pé
Upright on my own Sozinho.




segunda-feira, 1 de março de 2010

Você e Eu

Não há confiança, sinceridade, nada...nada que sustente você, nada que te faça sentir um lápso reconfortante. Tudo resumi-se a sua vontade de estagnar-se pra sempre, é você tentando levar em frente o que se tornou irremediavelmente insuportável. O que você vai ganhar com o que está tentando manter? Seu sonho é a frustração em que se encontra? O que dizem que serve, que se encaixa ao teu viver, o que prometem, o amor que recebe, ou a falta de amor evidente, merecem tanto esforço? Eu vejo lutas pelo que eu desconheço, eu desconheço também as mentes que montam estratégias, almejam e sofrem por outras mentes que repetem o mesmo ciclo. Você  não consegue ver o ponto distante, aquele que te faz seguir veêmente, sem pestanejar, que te faz passar por  tudo, e se regozijar no fim. Esse ponto não existe mais, você e eu perdemos ele, ou nunca achamos. Objetividade nunca foi seu forte, confesse que é mais fácil perder...mas nem isso você consegue. Mediante as derrotas, você não consegue terminar o que já está no fim... coragem também não é seu forte. Você se emociona, aprende e usa como reflexo para a sua vida, a arte, e as vivências alheias. Por que você parace não conseguir ver a sua relevância sozinho? Por que não consegue exprimir sentimentos gloriosos? Por que você nunca consegue transparecer o que realmente pensa? Por que luta por algo perdido, e se esquece do que realmente importa? Mas o que realmente importa?

Eu perdi, mas não quero entrar  em xeque por enquanto...vamos manter as formalidades.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Prometheus



Malquistes, usurpando aos tropeços
o orgulho que hora permeia nos tecidos da morte,
vosso, nosso corte desferem palavras metralhadas,
proferidas como pedradas no testículo da ignorancia
bruto e dedicado, cruel e generoso, compreensivo e impiedoso,
para tua personalidade estas são as minhas balas,
estas são as minhas armas,
carregadas, defenestradas direto no teu crivo industrializado
imantado sob atos benevolentes.
Tuas lagrimas não irão me parar agora,
Tuas lagrimas não irão me parar agora.

E assim, sigo minha vida

De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada
são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem!

(autor desconhecido)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Intocável

Pois bem, permitam-me contar-lhes sobre como aprendi a amar, ou melhor, como eu descobri o amor, não da melhor forma, mas da maneira mais intensa.

A distância nunca me impediu de senti-la, de imaginá-la ao meu lado a todo instante, de criar uma vida inteira ao lado dela... fictícia, porém feliz, um dos pensamentos mais felizes que já tive. E eu deixei tudo fluir, entreguei a minha sanidade juntamente com meu coração para esse turbilhão de sensações, do júbilo ao desespero, do amor ao "quase ódio", por que nunca fui capaz de odiar quem me fazia tão bem, quem me acalentava e me repreendia nos momentos certos, quem me ensinou que, as vezes, amar não é o suficiente. Confesso que agora  vejo com clareza alguns exageros da minha parte, mas que na hora em que me expressei, pareceram tão sutis perto do que realmente se passava dentro da minha mente. Tudo parecia extremo, palpável, muito bom para ser real, e muito triste para o irreal, então eu vivia em uma espécie de limbo, nem cá nem lá, eu adorava amá-la, mas a dor da incapacidade era igualmente insuportável.

Enfim, disse o que me veio em mente, nem me interesso pelo nexo dos fatos, pois nem tudo são fatos por aqui. Eu amei, e sofri, por uma pessoa, por uma mulher, linda de diversas maneiras, que ama muitas outras pessoas, e que me ama também, da maneira dela, e essa pessoa tão real e palpável, infelizmente nunca esteve ao alcance das minhas mãos, mas sempre terá meu coração, à minha maneira <3

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Breve

E mais uma vez, é o medo, o receio, que teimam em me lembrar que prefiro não ter, não sentir, não desejar. Não quero saudades, quero momentos tão curtos que de nada vou me lembrar. Não quero admirar, almejar qualidades alheias, quero amaldiçoar nomes, criar mitos de discórdia e dizer que usei, e também fui usada. Nunca vou chorar pela perda, do que jamais quero ter, e não vou arriscar prender-me, prefiro culpar-me por tudo, a sós, sem par, sem limitações. E vou sim dizer NUNCA, sempre.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Confissão

Eis que me ponho em confissão
Do latente anseio por teu beijo
Ao mais sórdido desejo
Contrastam com tamanha aflição

Enquanto milhas infligem frustração
Sinto o abraço cálido da noite acalmar
O tremor febril que está a pulsar
Me encontro mediante aceitação

Aos Poucos, cores esmaecem
Inebriantes segredos aflorecem
A razão, de poucas verdades, vem ressaltar
O tórrido fardo que é te amar
 
 
 relevem minha melosidade clichê rs

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Bia



Traga as horas que regressam a visão do
Quadro magistral do seu rosto
Perfídia, Bia, nostalgia, o corte no
Céu da boca que sararia se eu parasse
De passar a língua

No teu leito
O ejacular feito
A cena congelada do teu seio,
Suplicio do teu beijo,
Complacente Bia
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... e segue o vazio