quinta-feira, 11 de março de 2010

Ícaro



Penagens de cera derretendo ao arranha-céu
eu caio em mim e és tu que
surgis da lama feito a noiva e véu
todavia um lírio de plastico quebrado feito vidro
me acovardo nesse limbo de fios ruivos
quase que aquarelado, reluzes de devaneios por Alex Ross
é só o soneto sujo e confortável, um lençol feito por tua voz
tens tudo de mim e nem ao menos existe,
são notas perdendo o vibrato de um violão mal desenhado,
que sejas o traço imundo posto a exílio desse “papel” enrugado,
umedecido e salgado por uma (c)retina aos farelos,
de mãos rendidas me firmo nesse pêndulo e toda essa porra sempre tão clichê...

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... e segue o vazio